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11/02/2022

[Indicação de Leitura] Não se humilha, não - Isabela Freitas


Olá amores, tudo bem?

Estava com esse livro na estante há muito tempo, mas finalmente o desencalhei. Como sempre, embarcar numa história da Isa foi uma delícia!
𝑁𝑎̃𝑜 𝑠𝑒 ℎ𝑢𝑚𝑖𝑙ℎ𝑎, 𝑛𝑎̃𝑜 é o quarto livro da série da Isabela Freitas, que nos traz a Isa como protagonista, uma mulher que está saindo de um relacionamento ruim no primeiro livro.

04/02/2017

Um mais um - Jojo Moyes



Oi, gente, tudo bem? 
Esta semana vou falar de uma história que envolve cachorros babões, crianças prodígio (mas não de concursos de modelo infantil, então fiquem tranquilos), problemas de matemática e longas jornadas de carro.

O que você faria se fosse uma mãe solteira de dois filhos, que se divide em uma dupla jornada de trabalho, entre camareira durante o dia, e bar tender durante a noite, o seu marido tivesse voltado para a casa da mãe com a desculpa de estar deprimido, o filho mais velho do seu marido, um adolescente introvertido que você adotou aos 8 anos, estivesse sofrendo bullying por ser gótico, chegando a ir parar no hospital, e a sua filha, de 10,  estivesse prestes a ir pelo mesmo caminho, pois apesar de ser um doce, é um gênio da matemática com dificuldade de socialização?

 Jogue nessa mistura um cachorro aparentemente inútil, babão, com problemas de gases. E se o diretor da escola da sua filha oferecesse uma bolsa de 90% para a sua filha, para uma importante escola particular, e os 10% que faltam dependessem de a sua filha competir e vencer uma olimpíada de matemática a uma boa distância da sua casa?


Jesse Thomas está enfrentando esse problema em “Um mais um”. Se ela nunca foi rica, depois de se separar de Marty, sua situação financeira fica ainda mais complicada. Apesar de trabalhar muito e economizar cada centavo, ela consegue a duras custas manter a família bem alimentada, e os filhos na escola pública. Jesse usa sandálias de dedo na primavera, mesmo no frio, porque é otimista e acha que o tempo vai melhorar.

Nicky é o filho do primeiro casamento de Marty, ex-marido de Jesse. Adotado aos 8 anos pela Jesse, aos 16 anos, Nicky se tornou um adolescente típico: introspectivo, sarcástico, pessimista, embora inteligente, gentil e educado, além de protetor com a irmã caçula. Apanha na escola por ser gótico, e sofre bullying virtual também.  



Constanza Thomas, ou Tanzie, é a filha prodígio de Jesse, de 10 anos de idade. Tanzie é um gênio da matemática, lidando com problemas complexos muito além da sua idade. Adora usar roupas com lantejoulas e não tem malícia nem traquejo social, o que a torna alvo fácil de bullying, o que preocupa a sua mãe. Herdou o otimismo de Jesse, e tem uma ligação muito forte com Norman, o cachorro da família.




Ed Nicholls é um programador bem sucedido, recém-divorciado, que só faz suas refeições em restaurantes, e é um tanto negligente quanto à sua família. E também bastante egoísta em suas ações. Ele está enfrentando um problema judicial sério o suficiente para arriscar todo o seu patrimônio, na melhor das hipóteses. Na pior, ele pode ir parar na cadeia.

Os caminhos de Ed Nichols e Jesse Thomas se cruzam três vezes em apenas dois dias. Na terceira vez, em uma estrada a noite, quando o Rolls Royce estrupiado de Jesse é apreendido pela polícia rodoviária, enquanto ela tentava atravessar o país. Movido em parte por consciência pesada, em parte por gratidão a Jesse por um favor que ela havia feito, ele se vê oferecendo o carro conversível caríssimo e fazendo papel de motorista da família estranha (no melhor estilo eu, você e o cachorro, nessa viagem que acaba sendo longa e saindo bem cara para Ed. 

O livro escrito por Jojo Moyes é simplesmente uma leitura deliciosa. Cada um dos capítulos é narrado do ponto de vista de um dos quatro personagens, que têm vozes bem distintas. Para quem já leu “Como eu era antes de você”, já sabe que a escritora inglesa Jojo Moyes tem o dom de fazer o leitor mergulhar na história. Sua narrativa é fluida, gráfica, as descrições são ricas a ponto de você visualizar tudo o que está acontecendo na cena. É o tipo de livro ideal para se ler para cegos, no melhor sentido da expressão.

Todos os personagens têm camadas, são ricos, e fazem com que nos apaixonemos por eles. Adorei a maneira como a Jesse dava umas alfinetadas bem dadas no Ed, que era um rico muitas vezes sem noção do valor e do custo das coisas. Amei a forma como o Ed vai se mostrando um homem sensível, principalmente no trato com Nicky e Tanzie. E como a convivência dos dois vai libertando a ambos de vários preconceitos.

Nesse aspecto, a Jesse é diferente da Lou, outra protagonista de Jojo Moyes. Jess sabia muito bem o que queria. Mas precisava ser prática, e colocar a família em primeiro lugar.

O meu grau de envolvimento com o livro foi o máximo possível. Eu me vi chorando, rindo e fazendo caretas de aflição (é por isso que nunca leio livros em público. Eu sempre faço caras e bocas, que nem uma doida). O enredo tem elementos de empatia, personagens imperfeitos na medida certa (ninguém é sempre certo, nenhum personagem é completamente vilão), conversas entre mulheres que não são sobre homens (passou no teste de Bechdel, êeee) Impossível apontar um personagem preferido. Chorei muito com o Nicky e com a Tanzie.

No geral, um dos melhores livros que eu já li, nesse gênero. Não consigo achar um ponto sequer que tenha me incomodado. É realista, cria identificação com o leitor, é engraçado e dramático na medida certinha. Em outras palavras: Protagonistas envolventes + enredo convincente + momentos engraçados + cachorros babões = Um livro nota mil.
Sugestão para quem fala inglês: Baixe o áudio book e leia junto. As vozes são muito perfeitas.

Título: Um mais um
Autora: Jojo Moyes
Gênero: Romance
Editora: Intrínseca
Número de páginas: 320

Classificação, de um a cinco cachorros gigantes babões.


Beijos da Lari

01/07/2016

Como eu era antes de você: Livro x Filme

Nos últimos meses, muito tem se falado sobre "Como eu era antes de você"", e tanto o livro, como o recente lançamento do filme estão em alta. (ALERTA, CONTÉM SPOILER).
Eu me aventurei na leitura da obra de Jojo Moyes no início do ano, um tanto intimada pelo universo literário, visto que o filme seria lançado em junho. E o que tenho para falar? A Jojo simplesmente me surpreendeu com a sua narrativa, não tinha lido nada da autora e o livro me trouxe tantas lições que tonou-se quase impossível não favoritá-lo como um dos melhores do ano (até o momento) e quem sabe da vida.

No livro, os sentimentos são abordados profundamente. Percebemos uma Louisa Clark sem perspectiva de vida, que simplesmente aceita as condições que lhe são impostas sem reclamar. A Lou não acredita em si mesma, ela deixa ser "controlada" por sua família e deixa-se ficar estagnada em um relacionamento abusivo e sem amor. Ela é o tipo de mocinha que faz tudo pelos outros e nada por si. Seus sonhos estão guardados a sete chaves no baú da sua alma e para ela está tudo bem, tudo que importa é que sua família está feliz e ela tem uma vidinha aparentemente boa. 
Mas a pergunta que fica é: Quem nunca se sentiu ou já foi a Lou em algum momento da vida? Eu mesma já fui a Clark em vários momentos. Muitas vezes paramos no tempo e deixamos ser controlados pela rotina, achamos que temos o suficiente quando na verdade nem nos permitimos ir em busca de algo maior e melhor.

Já o Will Traynor é o oposto da Lou. Um homem que sempre buscou o algo a mais e que arriscou-se na vida enquanto pôde. O acidente acabou tornando-o um homem amargo, sem vontade de viver e no livro percebemos o quanto a Lou leva cor a vida dele. 
O relacionamento dos dois é muito bem abordado pela Jojo, que soube ser cautelosa e deixar que as coisas realmente acontecessem naturalmente, levando leveza aos leitores, mesmo o livro tratando de um assunto tão delicado e discutido entre religiões. 
O livro é maravilhoso, devorei-o em 2 dias e o final destrói o leitor. Porém, ao mesmo tempo nos faz pensar no que realmente é o AMOR, no que podemos fazer por quem amamos e em como podemos amar de diferentes maneiras. O livro por completo nos faz refletir, seja sobre a nossa vida, sobre nossa família, sobre as oportunidades que perdemos ou sobre os amores que nos devastam. Nenhuma história será como a da Louisa e ao do Will, e, talvez, seja o final triste que faça o leitor se apaixonar tanto por esse casal.
O filme, no entanto, deixa a desejar. Não, o filme não é ruim! Mas para quem leu o livro sempre faltará algo. É fato que uma adaptação jamais será perfeita e "Como eu era antes de você" tentou ao máximo seguir o livro, mas falhou em alguns pontos. Tentaram imprimir ao filme um tom de humor, que realmente funcionou, pois conseguiu amenizar toda carga emocional que o livro carrega, mas que acabou distorcendo muito a realidade descrita nas páginas do livro. Quem for assistir o filme sem ter lido o livro, o achará perfeito, pois o filme se sustenta sozinho e está lindo, com fotografia e trilha sonora perfeitas.
Os atores principais interpretaram muito bem o casal. A Emilia Clarke trouxe o humor desejado, mas também soube dramatizar quando foi necessário. E o Sam Claflin mais uma vez interpretou perfeitamente seu papel, e o Will ficará atrelado a ele assim como o Finnick (Jogos Vorazes) e o Alex (Simplesmente acontece).

O filme, cortou cenas que ao meu ponto de vista eram muito importantes para o desenvolvimento da trama, como a traição do pai do Will, a conversa da Lou com seu avô, as brigas com sua irmã e, principalmente, o seu relacionamento com o Pat. Cortaram a parte que o Pat divulga para os jornais da cidade que o Will com o apoio da sua família realizará a Eutanásia e no fim fica vago o relacionamento do Pat com a Lou, não teve um ponto final.
Mesmo assim, sai do cinema aos prantos, pois algumas cenas realmente tocam a alma e a música do Ed Sheeran (Photograph) deu toda dramaticidade que senti ao ler o livro. A cena da praia é a mais forte emocionalmente, juntamente com a cena final da Lou em Paris.
A Louisa e o Will ficarão marcados em mim pelos ensinamentos que me trouxeram. O Will teve seus sonhos arrancados de dentro de si por opção do destino. A Lou nunca arriscou por opção própria. O Will tornou-se um homem amargo pelas circunstâncias da vida. A Lou descobriu a vida através do Will. O Will me fez chorar com suas dores. A Lou me fez gargalhar com suas meias de abelhinha. O Will amou-a. A Lou amou-o. Infelizmente o amor não foi suficiente...

Uma história de dor que me ensinou muito sobre o amor!


Alice Martins

Oie! Sou a Alice, tenho 28 anos, sou Mestra em Engenharia de Produção, Pós-graduada em Revisão de Texto e Graduanda em Letras pela UFPE. Leio todos os gêneros literários, mas tenho um apego pelo romance (dramático, dark e hot) e pelo suspense. Sou viciada em música, série e açaí. Atualmente, trabalho com revisão literária e tenho um podcast de true crime/suspense com uma amiga. Me acompanhe nas redes e venha compartilhar amor comigo!




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