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22/02/2017

[Resenha] O Mendigo e o Milionário

Olá meus amores, tudo bem?

Hoje trago uma resenha de um livro bem filosófico que tem o intuito de fazer o leitor refletir sobre a sua vida e sobre o sistema no qual está inserido. Vamos lá?

O Mendigo e o Milionário
Autor: Benoît Saint Girons
Páginas: 149
Editora: Vozes
Nota: 💙💙💙💙
Onde Comprar: Vozes / Amazon / Submarino / Saraiva
*Livro cedido em parceria com a Editora Vozes

SINOPSE: Com um texto envolvente, esta história entrelaça as vidas de Samuel, um jovem cheio de aspirações, de Jean-Jacques, um homem rico que sempre teve todos os seus desejos atendidos e de um mendigo filósofo que encanta pela sua sabedoria. A trama nos mostra que todos nós estamos cercados de pessoas extraordinárias, mas geralmente estamos ocupados demais com o nosso próprio ego. Este conto também nos lembra que nossos atos para sobreviver à lei da selva têm nos levado a cometer grandes equívocos em nossa vida e com as pessoas à nossa volta.

12/12/2016

Resenha: Felicidade, foi-se embora?

Olá amores, tudo bem com vocês?

Venho resenhar o livro "Felicidade, foi-se embora?" que foi disponibilizado em parceria com a Editora Vozes. A leitura foi agradável e bem reflexiva, principalmente se você gosta de livros desse gênero!

Felicidade, foi-se embora?
Autores: Frei Betto, Leonardo Boff e Mario Sergio Cortella
Páginas: 136
Editora: Vozes
Nota: 💙💙💙

RESENHA: Felicidade foi-se embora? A tristeza não tem fim, mas a felicidade sim? É impossível ser feliz sozinho? Três dos mais prestigiados autores do país se reúnem nesta obra para falar da Felicidade, este tema que nos inquieta, nos provoca e incita a construir todos os dias a base para alcançar este momento de plenitude da vida. São muitas as perguntas, e nenhuma tem uma resposta definitiva. Mas com certeza neste livro você vai encontrar uma inspiração para buscar a felicidade em todos os momentos da vida, até nos mais difíceis. Se abra para a felicidade e verá que é bem mais simples do que imaginava!


Dividido em três partes, o livro conta com os pontos de vista de cada autor sobre a Felicidade. No qual, eles narram momentos de suas vidas onde foram felizes, citam grandes filósofos, religiosos ou autores e possuem um diálogo direto com os leitores.
Começando pelo Frei Betto, temos o tema: Quanto custa ser feliz? O autor narra momentos em que encontrava-se perturbado, triste, isolado. No decorrer das páginas, o preço da felicidade é explorado e discutido.

"Sou feliz por jamais ter me faltado um teto e nunca ter passado fome"

Algumas pessoas acreditam que possam encontrar a felicidade apenas se tiverem riquezas, se possuírem carros, casas e jóias. Nossa sociedade capitalista incentiva o consumo desenfreado baseado na felicidade que os produtos trazem ao comprador. Mas seria essa felicidade real? É comum vermos casos que milionários são infelizes, deprimidos e solitários, desta forma fica fácil concluir que bens físicos não trazem felicidade. Além de que os bens estão sempre inovando-se e partindo dessa premissa de Felicidade alcançada através de bens, um ser humano jamais seria feliz, pois há uma constante inovação e mudanças, desta forma a Felicidade não poderia ser alcançada.

"Para o capitalismo neoliberal, a felicidade reside ao hiperconsumismo desenfreado. O produto lançado hoje é considerado démodé amanhã" 

Claro que esses bens físicos trarão bem-estar e uma vida confortável, mas isso por si só não é garantia de felicidade. Frei Betto deixa claro que Felicidade é um estado de espírito que pode ser acessado em diferentes ocasiões. Ele frisa que nos EUA, por exemplo, a Felicidade está garantida na Constituição americaan, enquanto que no Butão não se adota o PIB (Produto Interno Bruto) e sim o Índice Nacional de Felicidade Bruta, o qual mede os indicadores do país através da Felicidade dos indivíduos.



O Leonardo Boff abordará: Felicidade: não correr atrás de borboletas, mas cuidar do jardim para atraí-las!
A Felicidade não é algo pálpavel, não podemos comprá-la na esquina ou fazer planos para que ela venha até nós. Apenas temos que fazer o bem e esperar que o bem possa nos trazer a Felicidade como recompensa. Então seria a felicidade uma recompensa?

"A felicidade resulta-se de muitas coisas que devem vir antes" 

Com tanta infelicidade ao nosso redor, com tanta miséria e sofrimento, é possível ser feliz?
Talves seja difícil ignorar o seu semelhante sofrendo, talvez seja revoltante ter consciência de que toda riqueza do mundo centra-se em apenas 1% da população. No entanto, o pior de tudo é saber que a Felicidade deriva-se da natureza, e essa por sua vez encontra-se cada vez mais escassa. O Leonardo questiona que deveríamos recuperar a felicidade da Mãe Terra, pois só assim poderíamos centrar-se na nossa própria felicidade.

"O ser humano é um projeto infinito que somente no Infinito encontra a sua paz e felicidade"



Por último, o Mario Sergio Cortella centrará suas ideias em: Felicidade: uma presença eventual, um desejo permanente...   
Felicidade não é um estado permanente, nem poderia ser, pois não saberíamos apreciá-la. O autor afirma que precisamos vivenciar vários sentimentos, vários estados de espíritos, pois quando nos deparamos com a felicidade sabemos vivenciá-la com todas as suas nuances.

"O que valoriza a água fresca é a sede e o que valoriza a comida gostosa é o apetite"

Um homem acostumado a beber todos os dias não encontra mais a felicidade naquele ato, a felicidade está em aproveitar os lapsos dos momentos. Mario ainda afirma que Felicidade é partilha. Uma pessoa jamais conseguirá ser feliz sozinha, ela precisa compartilhar momentos, ela precisa dividir sentimentos. Ele frisa no exibicionismo dos jovens nas redes sociais e atribui essa atitude no desejo de compartilhar momentos com os outros.

"Viver é automático, mas sentir-se vivendo não o é"


Por fim, o livro nos apresenta tantos questionamentos, tantos sentimentos e desejos reprimidos que podemos considerá-lo como uma obra prima.
As pessoas passam a vida buscando a tal Felicidade, doam-se de formas absurdas por esse desejo e nem sempre têm o retorno que espero. A Felicidade é um estado alcançado através de pequenos atos, de ações no dia-a-dia, de uma boa conversa, de uma vida simples.

Quanto mais presenciamos egoísmo, violência e soberba, mas nos deparamos com a falta de Felicidade. Sempre fui de questionar a vida, os momentos, as ações e a Felicidade para mim sempre foi um mistério que eu teimo em desvendar.
Mas, fui crescendo e percebendo que a Felicidade é passageira, que ela nos banha com momentos únicos que ficarão marcados por toda uma vida.

A fórmula para a Felicidade é simples: viva a cada dia como se fosse o último, jogue-se nas suas preocupações, compartilhe momentos especiais e saiba que seu coração é um mar de coisas boas esperando uma oportunidade para invadir outras vidas e outros corações!!!

"Ser feliz é um estado prolongado, sempre alimentado e recriado"   


Redes Sociais da Editora:

Links para compra do Livro:


Beijinhos da Lice

03/10/2016

Resenha: Dom Casmurro

Heeey leitores, tudo bem com vocês?

Hoje trago para vocês a resenha de um romance muito conhecido no Brasil e que provavelmente quase todas as pessoas já leram na sua adolescência. Mas sempre tem aqueles que nunca se aventuraram né?! Então, apresento a vocês minhas considerações sobre Dom Casmurro. O livro foi enviado em cortesia pela Editora Vozes!

Dom Casmurro
Autor: Machado de Assis
Páginas: 296
Ano / Gênero: 2016 / Romance
Editora: Vozes
Nota: 💙💙💙💙

"Todo eu era olhos e coração, um coração que desta vez ia sair, com certeza, pela bora fora"



Escrito em 1899, mas apenas publicado em 1900, pela Livraria Garnier do Rio de Janeiro, Dom Casmurro é um dos romances mais lidos e analisados da literatura brasileira. Seu autor, Machado de Assis, nesta época, já alcançara um grande prestígio e reconhecimento dos seus leitores e da crítica especializada.  


Dom Casmurro é um romance realista, idelizado no século XIX e carrega consigo todas as características peculiares da época. Na história, nos é apresentado primeiramente Bentinho, o nosso Dom Casmurro. Ele perdeu o pai ainda pequeno e foi criado pela sua mãe (D. Glória), juntamente com a ajuda do Tio Cosme, a Prima Justina e o agregado José Dias.
Bentinho cresceu tendo como vizinha a bela mulata Capitu, uma guria de olhos ferozes e fascinantes. Entre eles foi nascendo aos poucos algo mais forte que um sentimento de amizade, porém isto sempre permaneceu excluso, visto que Bentinho estava prometido a ser padre, devido a uma promessa realizada pela sua mãe ainda na gestação.

D. Glória tentava esquecer sua promessa, não queria separar-se do seu único filho, mas considerava seu pacto com Deus um dever que deveria ser cumprido. O agregado José Dias fazia questão de levantar o assunto e chegou a insinuar que se o menino Bentinho não fosse envido ao seminário o quanto antes acabaria de relacionamento com Capitu.
O menino ouviu a tudo escondido e ao terminar foi correndo contar a jovem, que ficou enfurecida com o agregado e não poderia deixar-se separar do Bentinho. Neste momento, um beijo acaba acontencido e Bentinho caí-se de amores ainda mais forte pela Capitu.

"Conhecia as regras do escrever, sem suspeitar as do amar"

Narrado em primeira pessoa, a trama irá passear entre o tempo que Bentinho, sem ter outra solução, acaba indo para o seminário, mas deixa Capitu com a promessa de caser-se com ela um dia. No seminário, Bentinho conhece Escobar, eles acabam virando grandes amigos e compartilham do ideal de sair dali o mais rápido possível. Inclusive, é o Escobar que acaba dando a Bentinho uma ideia que livra-o do Seminário. A amizade dos dois foi crescendo com os anos, ambos casaram-se. Bentinho com Capitu, e Escobar com a melhor amiga dela, Sancha.
O amigo conseguiu aumentar a família mais rápido e enquanto isso Bentinho e Capitu frustavam-se pela falta de um herdeiro. Mas com o tempo o filho veio e Bentinho resolveu homenagear o amigo, pondo o nome na criança de Ezequiel.

Os anos vão passando e Bentinho acaba por desconfiar que talvez esteja sendo traído pelas duas pessoas que mais ama: Capitu e Escobar. As semelhanças de Ezequiel com o seu amigo só aumentam, o garoto é a escultura de Escobar.
Bentinho tomará atitudes um quanto drásticas para manter a aparência de família "feliz", mas nem todo final pode ser considerado FELIZ, amores não são tão reias.

"A alma é cheia de mistérios"


Dom Casmurro acaba e a grande dúvida permanece: Capitu traiu Bentinho?
As respostas podem ser inventadas ou escolhidas pelos leitores, onde cada um terá uma versão diferente para o que realmente aconteceu, o autor deixa uma abertura quanto a isto.

Bentinho foi completamente apaixonado pela Capitu desde a infância. Um homem que de certa forma deixou-se manipular por esse amor, que fechava os olhos para não enxergar a mulher que tinha a sua frente.
Capitu, desde os primeiros capítulos, mostra-se dissimuladora e fria. Ela controla muito bem suas emoções, inventando histórias e desmetindo acontecimentos. Ela não é uma mocinha convecional. Não posso considerá-la inocente na minha análise, mas também não a considero culpada. Se ela seria capaz de trair o Bentinho? Isso já não sei... Ela dissimulava para ficar perto dele, destruir esse amor seria burrice.

O livro é narrado pelo Bentinho que a todo momento tenta manter um diálogo particular com o leitor, inserindo-o nos seus causos e contos. Mesmo contendo 148 capítulos, a leitura é leve, pois a maioria dos capítulos está presente em uma ou meia página. Talvez o leitor encontre dificuldade para compreender algumas das palavras utilizadas pelo autor, pois elas são bem caracteríticas do século em que o livro foi escrito.

Foi uma delícia ler Dom Casmurro nesta época da minha vida, devo confessar que tentei lê-lo aos meus 14 anos, mas não consegui fluir na leitura e desde então fui postergando este momento. Hoje, aos 20, me considerei apta para embarcar na leitura e devo confessar que me surprendi, o livro conquistou um lugar especial em meu coração, pois é o tipo de livro que você se envolve do início ao fim. Super recomendo a leitura!!!


"Não precisa correr tanto, o que tiver de ser seu às mãos lhe há de ir"


Queria deixar meus agradecimentos a Editora Vozes! A edição é linda, compacta e bem estruturada. As letras são do tamanho suficiente e de forma alguma atrapalham a leitura (já tinha encontrado esse problema em outras edições de Dom Casmurro).


Contatos da Editora:
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Links para comprar o livro:
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Saraiva
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Beijos da Lice
Alice Martins

Oie! Sou a Alice, tenho 28 anos, sou Mestra em Engenharia de Produção, Pós-graduada em Revisão de Texto e Graduanda em Letras pela UFPE. Leio todos os gêneros literários, mas tenho um apego pelo romance (dramático, dark e hot) e pelo suspense. Sou viciada em música, série e açaí. Atualmente, trabalho com revisão literária e tenho um podcast de true crime/suspense com uma amiga. Me acompanhe nas redes e venha compartilhar amor comigo!




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