Olá amores, tudo bem com vocês?
Venho resenhar o livro "Felicidade, foi-se embora?" que foi disponibilizado em parceria com a
Editora Vozes. A leitura foi agradável e bem reflexiva, principalmente se você gosta de livros desse gênero!
Felicidade, foi-se embora?
Autores: Frei Betto, Leonardo Boff e Mario Sergio Cortella
Páginas: 136
Editora: Vozes
Nota: 💙💙💙
RESENHA: Felicidade foi-se embora? A tristeza não tem fim, mas a felicidade sim? É impossível ser feliz sozinho? Três dos mais prestigiados autores do país se reúnem nesta obra para falar da Felicidade, este tema que nos inquieta, nos provoca e incita a construir todos os dias a base para alcançar este momento de plenitude da vida. São muitas as perguntas, e nenhuma tem uma resposta definitiva. Mas com certeza neste livro você vai encontrar uma inspiração para buscar a felicidade em todos os momentos da vida, até nos mais difíceis. Se abra para a felicidade e verá que é bem mais simples do que imaginava!
Dividido em três partes, o livro conta com os pontos de vista de cada autor sobre a Felicidade. No qual, eles narram momentos de suas vidas onde foram felizes, citam grandes filósofos, religiosos ou autores e possuem um diálogo direto com os leitores.
Começando pelo Frei Betto, temos o tema: Quanto custa ser feliz? O autor narra momentos em que encontrava-se perturbado, triste, isolado. No decorrer das páginas, o preço da felicidade é explorado e discutido.
"Sou feliz por jamais ter me faltado um teto e nunca ter passado fome"
Algumas pessoas acreditam que possam encontrar a felicidade apenas se tiverem riquezas, se possuírem carros, casas e jóias. Nossa sociedade capitalista incentiva o consumo desenfreado baseado na felicidade que os produtos trazem ao comprador. Mas seria essa felicidade real? É comum vermos casos que milionários são infelizes, deprimidos e solitários, desta forma fica fácil concluir que bens físicos não trazem felicidade. Além de que os bens estão sempre inovando-se e partindo dessa premissa de Felicidade alcançada através de bens, um ser humano jamais seria feliz, pois há uma constante inovação e mudanças, desta forma a Felicidade não poderia ser alcançada.
"Para o capitalismo neoliberal, a felicidade reside ao hiperconsumismo desenfreado. O produto lançado hoje é considerado démodé amanhã"
Claro que esses bens físicos trarão bem-estar e uma vida confortável, mas isso por si só não é garantia de felicidade. Frei Betto deixa claro que Felicidade é um estado de espírito que pode ser acessado em diferentes ocasiões. Ele frisa que nos EUA, por exemplo, a Felicidade está garantida na Constituição americaan, enquanto que no Butão não se adota o PIB (Produto Interno Bruto) e sim o Índice Nacional de Felicidade Bruta, o qual mede os indicadores do país através da Felicidade dos indivíduos.
O Leonardo Boff abordará:
Felicidade: não correr atrás de borboletas, mas cuidar do jardim para atraí-las!
A Felicidade não é algo pálpavel, não podemos comprá-la na esquina ou fazer planos para que ela venha até nós. Apenas temos que fazer o bem e esperar que o bem possa nos trazer a Felicidade como recompensa. Então seria a felicidade uma recompensa?
"A felicidade resulta-se de muitas coisas que devem vir antes"
Com tanta infelicidade ao nosso redor, com tanta miséria e sofrimento, é possível ser feliz?
Talves seja difícil ignorar o seu semelhante sofrendo, talvez seja revoltante ter consciência de que toda riqueza do mundo centra-se em apenas 1% da população. No entanto, o pior de tudo é saber que a Felicidade deriva-se da natureza, e essa por sua vez encontra-se cada vez mais escassa. O Leonardo questiona que deveríamos recuperar a felicidade da Mãe Terra, pois só assim poderíamos centrar-se na nossa própria felicidade.
"O ser humano é um projeto infinito que somente no Infinito encontra a sua paz e felicidade"
Por último, o Mario Sergio Cortella centrará suas ideias em:
Felicidade: uma presença eventual, um desejo permanente...
Felicidade não é um estado permanente, nem poderia ser, pois não saberíamos apreciá-la. O autor afirma que precisamos vivenciar vários sentimentos, vários estados de espíritos, pois quando nos deparamos com a felicidade sabemos vivenciá-la com todas as suas nuances.
"O que valoriza a água fresca é a sede e o que valoriza a comida gostosa é o apetite"
Um homem acostumado a beber todos os dias não encontra mais a felicidade naquele ato, a felicidade está em aproveitar os lapsos dos momentos. Mario ainda afirma que Felicidade é partilha. Uma pessoa jamais conseguirá ser feliz sozinha, ela precisa compartilhar momentos, ela precisa dividir sentimentos. Ele frisa no exibicionismo dos jovens nas redes sociais e atribui essa atitude no desejo de compartilhar momentos com os outros.
"Viver é automático, mas sentir-se vivendo não o é"
Por fim, o livro nos apresenta tantos questionamentos, tantos sentimentos e desejos reprimidos que podemos considerá-lo como uma obra prima.
As pessoas passam a vida buscando a tal Felicidade, doam-se de formas absurdas por esse desejo e nem sempre têm o retorno que espero. A Felicidade é um estado alcançado através de pequenos atos, de ações no dia-a-dia, de uma boa conversa, de uma vida simples.
Quanto mais presenciamos egoísmo, violência e soberba, mas nos deparamos com a falta de Felicidade. Sempre fui de questionar a vida, os momentos, as ações e a Felicidade para mim sempre foi um mistério que eu teimo em desvendar.
Mas, fui crescendo e percebendo que a Felicidade é passageira, que ela nos banha com momentos únicos que ficarão marcados por toda uma vida.
A fórmula para a Felicidade é simples: viva a cada dia como se fosse o último, jogue-se nas suas preocupações, compartilhe momentos especiais e saiba que seu coração é um mar de coisas boas esperando uma oportunidade para invadir outras vidas e outros corações!!!
"Ser feliz é um estado prolongado, sempre alimentado e recriado"
Redes Sociais da Editora:
Links para compra do Livro:
Beijinhos da Lice