[Resenha] Um Clichê para Chamar de Meu - Renata Varela

Olá amores, tudo bem?

Uma das minhas últimas leituras foi Um Clichê para Chamar de Meu da Renata Varela, que li em uma leitura coletiva. Uma comédia romântica leve e deliciosa, espero que gostem de conhecer!

Um Clichê para Chamar de Meu
Autora: Renata Varela
Páginas: 429
Onde comprar: Amazon
Nota: 
*Livro do acervo da blogueira
SINOPSE: Nirvana está em busca de um clichê. Para a vida real e para a ficção.
Nirvana é uma escritora independente que acaba de sair da casa dos pais, pronta para lidar com os desafios da vida adulta, além de esticar os dedos e escrever em tempo integral.
O que ela não esperava era que, desde o primeiro dia de mudança, um bloqueio criativo ia tomar conta da sua mente, e nem um parágrafo ia ser feito. Até que, depois de uma noite empolgante num encontro nostálgico com um de seus antigos colegas de Ensino Médio, Nirvana volta para casa cheia de ideias. E lá, ela encontra uma mulher desconhecida em seu quartinho-escritório, que diz ser... uma de suas personagens, Anna Molly. O resto, como se diz... virou história.
Nirvana está saindo da casa da sua família. Durante a sua vida, a escritora independente dividiu uma casa com seus pais, tios, avó e primos, e finalmente decidiu dar um passo para sua independência, sua tão sonhada vida adulta. Essa é apenas a primeira mudança na vida da jovem.

Isabelle, sua prima, está decidida a bancar o culpido de Nirvana. Todo ano rola uma reunião do pessoal do colégio e naquele ano, Belle vai levar Nirvana e a fazer encontrar Oliver, um garoto que estudava com elas. Só que Nirvana não lembra quem é o tal Oliver e não sabe o que esperar dessa decisão de Belle.
"Porque se apaixonar é como estar no meio de uma tempestade: a gente nunca sabe onde e quando vai cair o primeiro raio. E eu sempre fujo antes de sequer começarem os relâmpagos."
Só que antes de encontrar Oliver na reunião escolar, Belle marca uma espécie de encontro duplo com ele e um amigo. Mas como na vida de Nirvana nada é um conto de fadas, ela chega no local encharcada e totalmente desanimada. Porém, ao contrário do que imaginava, Oliver é realmente bem parecido com ela, e acaba acompanhando-a até em casa.

Depois de um tempo passando por um bloqueio criativo, Nirvana se sente renovada ao chegar em casa e com uma animação que ainda não tinha aparecido desde que se mudou. Só que se surpreende quando se depara com uma mulher em sua casa. O pior de tudo: a mulher se denomina e parece fisicamente com Anna Molly Wrigth, a personagem do primeiro livro finalizado por Nirvana. 

Nirvana estaria ficando louca? Ou sua vida estaria virando um clichê?


Esta é uma comédia romântica deliciosa, que o leitor devora sem nem ao menos perceber. O que mais gostei no enredo é o fato da Nirvana está se descobrindo, a jovem está passando por uma fase nova e transformadora.

Nirvana foi a primeira da família a tomar a decisão de se mudar. A família dela é enorme e ela sempre viveu imersa a barulhos, então ter seu espaço para poder escrever tranquilamente se tornou em uma espécie de necessidade.
"Por mais que possa parecer coisa de filme, a vida é cheia de mal-entendidos e diálogos não pronunciados. Você só sabe que esteve no meio de um quando descobre a realidade."
Eu amei a construção do ambiente familiar da Nirvana. Os pais dela são aqueles preocupados, mas que apesar de tudo sempre a deixaram ser livre para tomar decisões. A avó é um amor e os tios são loucos, com corações lindos. Já a relação de Nirvana com os primos sempre foi a melhor possível, além de Belle, tem Rafael e Anna Clara. Os momentos entre eles mostram a importância de cada um na vida do outro.

Apesar de está focado na Nirvana, a narrativa também abrangeu os outros personagens, mostrando a história deles em paralelo. Belle me conquistou de primeira, amei o jeito espevitado dela e como ela amadurece em pontos específicos durante o enredo.
"E ninguém pode se arrepender de demonstrar sentimentos. É o que a gente faz. Do contrário, só estamos nos escondendo do inevitável, o tornando impossível."
O romance, no meu ponto de vista, ficou em segundo plano. Em um primeiro momento não consegui ter conexão com a relação de Nirvana e Oliver, senti falta de algo. 
A autora até colocou uma pequena dúvida nos leitores com a aparição de outro personagem, que por algumas páginas me arrebatou. Mas, depois tudo começou a se encaixar e dei longos suspiros por Oliver. 

A Renata trouxe muito da rotina de um escritor, até com um clube de escrita, o que achei super bacana. Era como se eu estivesse vendo a autora escrevendo esse livro através da Nirvana. Além disso, ela também criticou as gráficas disfarçadas de editora  que são bem comuns no meio literário.
Já a aparição da personagem da Nirvana foi uma sacada genial. Pois, ao mesmo tempo que podemos nos questionar se tudo não passa de um delírio da escritora, também compreendemos o quanto isso é "possível" para um escritor. Fiquei louca para conhecer a história da Anna Molly e super apoio um livro dela. Se vira, Renata haha
"Não podemos ter medo de parecer vulnerável, Nina. Ou de demonstrar ciúmes. Como você vai saber o que sente, se não se permitir?"
Um Clichê para Chamar de Meu é uma comédia romântica sobre as mudanças que estão acontecendo na vida de Nirvana. Ela estava longe de achar sua vida um clichê, mas perceberá que está mais próxima do que imaginou. Um livro sobre autodescobertas, um romance de deixar o coração quentinho e personagens apaixonantes. No fim, quem nunca quis viver um clichê?

Beijos da Lice!

2 comentários

  1. Amei a sua resenha!
    A Renata é maravilhosa mesmo.

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  2. Esse livro era do Wattpad? Podia jurar que já tinha visto ele perdido por lá. Faz séculos que não leio um bom livro de romance e a sinopse desse me lembrou um pouco um outro livro que gosto bastante chamado de A Garota de Papel do autor Guillaume Musso, onde ele se depara com a personagem principal do seu livro. Acho que ia devorar esse livro em menos de um dia, vou dar uma procurada pra ler. Fico imaginando como eu reagiria se alguma personagem minha aparecesse na minha frente. kkk

    Abraço,
    Larissa | Parágrafo Cult

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